• Milena Pontes

Seu cérebro ama quando você dança.

Atualizado: 25 de Mar de 2019


Alonga, sustenta, gira, dobra… É em cada vértebra que a dança ganha vida e se torna expressão. Mas é o cérebro que dança!

 Muitas partes do nosso cérebro agem juntas para transformar os movimentos em uma forma de arte com toda fluidez, peculiaridades e mínimas regras que a dança exige. Ao  assistir ou executar um movimento de dança, várias regiões do cérebro são ativadas e podem rapidamente calcular a orientação espacial, reajustar os sinais motores, e anexar respostas emocionais à coreografia.


O seu cérebro quer que você dance.

Nossos cérebros são os diretores da orquestra do movimento dos nossos corpos. Por isso a dança é usada para reabilitar pessoas que podem experimentar outras formas de  auto-expressão. Para as que lutam para coordenar desde os movimentos mais básicos, a dança é uma experiência de libertação e de aprendizagem excelente. A doença degenerativa de Parkinson  destrói os neurônios dos gânglios da base, causando tremores, rigidez e movimentos vacilantes, dificilmente as características de um dançarino.

Por que bailarinos ensaiam tanto? A dança é a arte da repetição

 Praticar os mesmos passos várias e várias vezes ajuda a diminuir o tempo de resposta do corpo para criar um movimento sem emenda no tempo com a música. É como dirigir, depois que você repete os movimentos incontáveis vezes, tudo se torna orgânico.

 Idealmente, os bailarinos não estão pensando “cinco, seis, sete, oito, agora é a minha entrada”, eles apenas fazem. 


 Sim! Dançar vai te deixar mais inteligente.

Entende -se  que inteligência é o quanto nossa resposta a uma determinada situação é “automática”.  Por isso, se envolver em uma atividade que exige a rápida tomada de decisão, como é a dança, traz muitos benefícios. 


Nosso cérebro ama a antecipação.

Dançar exige um nível elevado de antecipação e de coordenação. É impossível  sincronizar a movimentação a uma batida sem se antecipar, quando som e movimento se tornam um, o prazer é ampliado, e bailarinos fazem isso todo o tempo. 

 Este prazer que sentimos ao dançar, deriva da mistura de antecipação e surpresa - você começa a ouvir uma música, encontra um padrão de repetição na mesma e, então passa a antecipar o padrão. É assim que funciona em uma coreografia, ou até em uma curta sequência de aula.  

 Este momento produz uma emoção em nosso cérebro, é o momento em que a antecipação e a realidade se encontram. Com o aprimoramento dos movimentos vem a confiança, e é isto que não permite o processo se tornar chato.  Ao executar cada vez melhor o mesmo movimento, o bailarino cria “surpresas” para o cérebro. A combinação de antecipação - recompensa - surpresa é também a razão pela qual também gostamos de ver alguém dançando.



Dançar é meditativo. 

Os benefícios da meditação para o cérebro e para o corpo estão bem documentados. Esvaziar a mente, desligar temporariamente todos os pensamentos  focando apenas o momento presente é a receita para a redução do stress, melhorar a cognição, melhorar a memória, aumentar a criatividade e a capacidade mental.

Quando você dança, você está focado no momento presente, ou seja; em um estado alterado de consciência.

 Para aqueles que têm dificuldade para meditar, a dança é uma ótima maneira de chegar lá sem tantos esforços conscientes.

A fonte da juventude.

Conforme envelhecemos, as células cerebrais morrem e as sinapses tornam-se mais fracas. Substantivos, como nomes de pessoas, são mais difíceis de lembrar porque só há um caminho neural que nos leva a esta informação armazenada.  Se você trabalha para aprender coisas novas, como novas sequências de dança,  você está construindo diferentes rotas mentais e muitos outros caminhos. Portanto, se um caminho é perdido como resultado da idade, você tem um caminho alternativo  que pode usar para acessar informações e memórias armazenadas.

Se sentir feliz é bom para nossa saúde em geral e quem dança sabe muito bem disso, e não há nenhuma razão para não dançar com mais frequência.  

 Apenas  encontre um estilo com o qual se idêntica, levante -se e vá  dançar!






Referências: Chanda, Mona Lisa, e Daniel J. Levitin. "A neuroquímica da música." Tendências em ciências cognitivas 17.4 (2013): 179-193. | Kweh, Birgit. "Dance como terapia:. |Uma investigação das evidências disponíveis na área de Dança Terapia / Movimento e mecanismos plausíveis por trás efeitos potenciais" (2011). | Arts Training. A Fundação Dana, 14 de setembro de 2009. \ Verghese, Joe et al. "As actividades de lazer e o risco de demência nos idosos." New England Journal of Medicine 348,25 (2003): 2508-2516. | Alves, Heloísa. Dança e envelhecimento do cérebro: os efeitos de uma intervenção dança de salão 4 meses sobre a cognição de idosos saudáveis. Diss. Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, 2013. |Sandel, Susan L., et al. "Dança e Movimento Programa de Melhora Medidas de qualidade de vida em sobreviventes de cancro da mama." Enfermagem Cancer 28,4 (2005): 301-309.

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