• Milena Pontes

Conheça os "Nureyevs" dessa geração.

Atualizado: 25 de Mar de 2019


O mundo esperou anos por um novo Rudolf Nureyev, e nesta geração temos três grandes bailarinos  apontados para se igualarem a grande referência do mundo do ballet. Todos se aproximando do auge de seu aprimoramento artístico e técnico e aclamados pela crítica mundial. 


Quem são eles?

Sergei Polunin


O “bad boy” do mundo da dança não só pelo corpo coberto com inúmeras tatuagens, (tem o título de bailarino mais tatuado da história) mas também por saídas repentinas de grandes companhias e trabalhos que lhe renderam algumas manchetes em 2014/2015. Polunin tem forte carisma e emociona grandes platéias no mundo todo sendo um dançarino tenaz, rebelde e ​meio fora da curva rs. 

Em 2015 foi escolhido como o bailarino do ano pelo Giornale Della Danza, o que se torna apenas um detalhe em meio a tantos prêmios importantes que coleciona desde o início da carreira. 

 Polunin é ucraniano e começou praticando ginástica e depois passou mais quatro anos no Instituto Coreográfico Estado Kyiv onde se formou por volta dos 13 anos, quando ingressou o Royal Ballet School britânico. 

Em 2014 muitos o conheceram através de umas de  suas colaborações para o  famoso diretor David LaChapelle em uma performance da música  "Take Me to Church" de Hozier apresentado em fevereiro de 2015. O video até hoje é viralizado nas redes sociais. 



The New York Times descreveu Polunin como "um dançarino fabuloso, com uma técnica de aço e belas linhas”  -  Concordo totalmente, o lineamento de seu corpo é de uma habilidade natural rara e aperfeiçoada de forma sofisticada, elegante sem esforço; os braço que se movimentam finamente, ele é um príncipe. Seu salto, quando libertado, não é apenas alto e fácil, mas também mantém a sua forma no ar, então você continua vendo sua imagem ainda depois do pouso. Esses atributos físicos são polidos pelo carisma e a capacidade não forçada para fazer você acreditar no que ele faz. Preciso dizer que é um dos meus preferidos? 


Vadim Muntagirov

"Eu tinha ouvido falar de Nureyev no início da minha vida na Rússia, mas não sabia a história completa.” 
"Tudo o que eu sabia era que ele era um dançarino incrível que deixou a Rússia." 

-  Uma frase um tanto estranha para um filho de dois bailarinos. Mas parece que Vadim hoje conhece muito bem as grandes estrelas do ballet mundial e se diz um grande admirador de Mikhail Baryshnikov, bem como de Nureyev, ele acredita que os dois dançarinos provam o quanto a técnica é transformada pela personalidade. 

 E é assim que Muntagirov busca se destacar no mundo da dança, colocando a sua personalidade em todos os papeis sem ser rotulado como o melhor para interpretar este ou aquele com mais qualidade. 

 Começou na Escola de Ballet Perm antes de ir para o Royal Ballet Upper School. Ele se formou em Inglês Ballet Nacional em 2009, promovido a primeiro solista em 2010, principal em 2011 e principal liderança em 2012. Uma ascensão rápida e notável! 

Sobre a escola britânica;



“A minha ida para o Royal Ballet School, foi apenas para obter experiência de uma técnica diferente opor um ano. O estilo britânico de dança tem muito trabalho de pés, e de corpo mais baixo. A quinta posição mais limpa, por exemplo."

Ivan Vasiliev



Arrebatou o coração de muitos após a passagem do Bolshoi pelo Brasil no ano passado com Spartacus e Giselle  -  não poderia deixar de citar. Bem, e no resto do mundo e principalmente na Rússia não é diferente. Dificilmente você encontrará uma matéria a seu respeito que não tenha “Vasiliev” e “grande estrela do ballet” na mesma frase… Vasiliev se juntou ao Ballet Bolshoi em 2006 e depois de estrelar Don Quixote em 2010 foi então promovido ao posto de bailarino principal. 







 É conhecido por sua grandes performances nos papéis de Basílio (Dom Quixote), Spartacus, Solor e ídolo de bronze (La Bayadère), Conrad (O Corsário), Philippe (Chamas de Paris) e Acteon (La Esmeralda). Todos evidenciam seu porte atlético e explosão em grandes saltos e giros principalmente no inicio da carreira no Bolshoi. Hoje sua arte é citada como a responsável por trazer emoção e profundidade a história do ballet russo. É raro ver um jovem trabalhando as dimensões dramáticas desta forma quando simplesmente obter as exigências físicas sobre controle já é uma tarefa bem pesada.

 

E ainda sobre os três bailarinos citados, particularmente recomendo mostrar seus vídeos a qualquer um que ainda tenha preconceito sobre homens no ballet.


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